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7 de julho de 2026

Nota de apoio e solidariedade à Zara Figueiredo

O Coletivo Nacional de Educação da CONAQ manifesta apoio e solidariedade à professora Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), diante dos ataques racistas sofridos na internet. Os crimes aconteceram após a publicação de uma foto ao lado das jornalistas Basília Rodrigues e Ester Cauany, logo depois da entrevista que tinha como tema o Combate à Discriminação Racial.

É inaceitável que brasileiras e brasileiros ainda sejam alvo de ataques racistas por causa da cor de sua pele, de seus cabelos e de sua identidade. O que aconteceu com Zara Figueiredo, Basília Rodrigues e Ester não atinge apenas três mulheres negras que ocupam espaços de destaque na educação, no jornalismo e na gestão pública. É um ataque direcionado a mais de 56% da população brasileira. Esses ataques não são apenas opiniões e comentários de uma rede social: são expressões de racismo. E racismo é crime!

A professora Zara Figueiredo construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação pública, antirracista e com a promoção da equidade racial. À frente da SECADI, tem sido uma importante parceira da CONAQ e das comunidades quilombolas, bem como aos demais grupos vulnerabilizados na construção e no fortalecimento das políticas de Educação Quilombola, da Educação Escolar Quilombola e Educação para as Relações Étnico Raciais, Educação Indígenas, Educação Inclusiva, entre outras.

Nós, do Coletivo Nacional de Educação da CONAQ, reafirmamos nosso apoio à professora Zara Figueiredo e às jornalistas Basília Rodrigues e Ester Cauany e a todas as pessoas negras que seguem rompendo barreiras e transformando a política, a educação, a comunicação e tantos outros espaços. 

Exigimos que a polícia apure imediatamente e divulgue os nomes dos criminosos e criminosas, para que a sociedade os conheça. Todos os ataques devem ser investigados e as pessoas responsáveis precisam ser identificadas e responsabilizadas por seus atos. Racismo é um crime que deve ser enfrentado com o rigor da lei e as plataformas que permitem a circulação desse conteúdo também têm responsabilidade. 

Seguiremos na luta por uma educação antirracista, por uma sociedade democrática e por um Brasil em que mulheres negras e homens negros possam ocupar e liderar sem serem alvos da violência racista.  

Coletivo Nacional de Educação da CONAQ