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15 de abril de 2026

Justiça dá resposta no caso Mãe Bernadete, mas impunidade ainda persiste

Movimento destaca urgência de punição total e enfrentamento à violência nos territórios quilombolas.

No dia 14 de abril, a justiça condenou os responsáveis pelo assassinato de Maria Bernadete Pacífico, ocorrido em agosto 2023, no Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia.  A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas acompanhou com atenção o resultado do julgamento e emitiu o seguinte posicionamento:

A condenação do executor, sentenciado a mais de 40 anos de prisão, e do mandante, condenado a quase 30 anos, representa um avanço importante no enfrentamento à impunidade em crimes contra lideranças quilombolas e defensoras de direitos humanos no Brasil.

A organização manifestou solidariedade à família da coordenadora, destacando a dor da perda e a permanência da luta por justiça. A nota também reafirma o compromisso coletivo de manter viva a memória e o legado de uma das principais referências na defesa dos direitos territoriais e da dignidade do povo quilombola.

Apesar do avanço, a CONAQ alerta que a justiça ainda não está completa. Outros envolvidos no crime seguem aguardando julgamento, o que evidencia a necessidade de responsabilização integral de toda a cadeia criminosa.

A execução da ialorixá, segundo a entidade, não é um caso isolado, mas parte de um cenário mais amplo de violência sistemática contra comunidades quilombolas, marcado por conflitos territoriais, presença de grupos armados e ausência de proteção efetiva do Estado, mesmo diante de denúncias anteriores.

A entidade também reforça que a memória da liderança segue viva na luta cotidiana dos quilombos em todo o país e que sua trajetória permanece como símbolo de resistência.

Leia a nota na íntegra clicando aqui.