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10 de julho de 2026

Escola Nacional de Formação de Meninas Quilombolas debate o novo PNE e equidade na educação básica

A atividade integra ações de educação antirracista desenvolvidas pelo Coletivo Nacional de Educação da CONAQ.

A 13ª aula da Escola Nacional de Formação de Meninas Quilombolas foi um importante espaço de reflexão sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) e a equidade de acesso e permanência na educação básica.

O encontro online reuniu meninas e meninos quilombolas de todas as regiões e biomas do Brasil, contou com a participação das pedagogas do projeto e da cofundadora da CONAQ, Givânia Silva, com mediação das próprias estudantes, reafirmando o protagonismo da juventude quilombola na construção do conhecimento.

A aula foi ministrada por Shirley Pimentel, liderança quilombola da Bahia, integrante do Coletivo Nacional de Educação da CONAQ, pesquisadora e coordenadora da Rede de Confluências de Pesquisadoras e Pesquisadores da CONAQ. Ao longo da aula, foi possível debater os desafios e caminhos para construir uma educação que reconheça os territórios quilombolas, enfrente as desigualdades e garanta que crianças, adolescentes e jovens não apenas tenham acesso à escola, mas permaneçam nela com dignidade, qualidade e respeito às suas identidades.

Após a aula, Shirley agradeceu a oportunidade de dialogar sobre novo PNE o e seus desdobramentos para a Educação Escolar Quilombola. “Foi uma experiência muito significativa, especialmente pela participação atenta e pela capacidade das estudantes de relacionar o conteúdo do PNE com os problemas concretos vividos em seus territórios”.

A pesquisadora enviou duas nuvens de palavras produzidas durante a aula. A leitura conjunta revela uma relação muito clara entre o diagnóstico e as propostas. “De um lado, as meninas e meninos identificam barreiras estruturais, como transporte precário, ausência de escolas, falta de docentes e insuficiência de recursos. De outro, defendem uma educação de qualidade que seja entendida como garantia de infraestrutura, reconhecimento da identidade quilombola e participação das comunidades nas decisões”, analisou Shirley.

A atividade integra ações de educação antirracista desenvolvidas pelo Coletivo Nacional de Educação da CONAQ com apoio do Fundo Malala @malalafund , Imaginable Futures @imaginablefutures ,Porticus @porticusglobal e Projeto Seta @setaprojeto