26 de agosto de 2026
CONAQ Presente na 6ª Bienal Internacional do Livro em Brasília
Com distribuição gratuita de exemplares, as vozes quilombolas ganham força no maior evento literário do Centro-Oeste.
Entre os dias 17 e 22, a CONAQ, representada pelo Coletivo de Mulheres, esteve presente na 6ª Bienal Internacional do Livro em Brasília. O evento é considerado um dos maiores encontros literários do Centro-Oeste.
Com o tema “Ler o amanhã”, o espaço que promove a literatura, a cultura e o incentivo à leitura recebeu um público diversificado, incluindo leitores de todas as idades, escritores, artistas e profissionais editoriais. Cerca de 150 mil pessoas adentraram o espaço nesses 7 dias, e grande parte desse público passou pelo stand da CONAQ.

Foto: Acervo CONAQ
Em sua primeira participação na feira, a instituição distribuiu gratuitamente, diversos exemplares de produção própria, que apresenta a história, os modos de vidas e a luta do povo Quilombola no Brasil. Entre os livros estão:
“Vozes quilombolas: Mulheres em defesa do Clima”, que denuncia a violência ambiental dentro dos territórios, e como essa violência atinge os corpos das mulheres que estão sempre na linha de frente da defesa e proteção dos mesmos; “Vidas Interrompidas” que traz um levantamento de assassinato de lideranças Quilombolas, com um recorte específico para o assassinato de mulheres quilombolas que também exercem esse papel de liderança; e o “Cafuné” que é o Plano Emergencial para Proteção de Mulheres Quilombolas defensoras de Direitos Humanos, que chega como uma sugestão ao estado brasileiro, de como essas mulheres precisam ser assistidas dentro do plano de proteção do estado.

Foto: Acervo CONAQ
Literatura como ferramenta de memória e resistência
Durante a Bienal, a CONAQ esteve também numa mesa de diálogos, apresentando a instituição bem como o trabalho desenvolvido por ela ao longo desses 30 anos. A mesa de nome Vozes Quilombolas reuniu Sarah Fogaça, Regimara Santos e Nathalia Purificação, que compartilharam reflexões sobre publicações que ajudam a registrar, visibilizar e fortalecer as narrativas construídas pelos quilombolas.
Ocupar esses espaços é muito mais do que uma narrativa sobre livros, é sobre a liberdade de contar a nossa própria história e reafirmar nosso lugar na sociedade.
Texto por Regimara Santos/CONAQ, publicado às 08:14:03
Categoria: Mulheres Quilombolas