Notícias

8 de julho de 2026

CONAQ leva à ONU o debate sobre acesso à água e saneamento nos territórios quilombolas

Durante a Plenária Oficial do ODS 6, em Nova York, a delegação do movimento reforçou que garantir água de qualidade é assegurar direitos, saúde, dignidade e permanência das comunidades em seus territórios.

Na manhã da última terça-feira (7), a delegação da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) participou do Evento Oficial da Plenária do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 – Água Potável e Saneamento, realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A atividade integra a programação do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF 2026), principal espaço das Nações Unidas para o acompanhamento da Agenda 2030. Nesta edição, um dos eixos centrais é justamente o ODS 6, dedicado à garantia do acesso universal à água potável e ao saneamento básico.

Incidência internacional fortalece a luta quilombola

Foto: Acervo CONAQ

A presença da delegação do movimento na ONU também reforça a necessidade de que os compromissos assumidos pelos países na Agenda 2030 contemplem as especificidades dos povos tradicionais.

Ao levar a realidade dos quilombos brasileiros para um dos principais fóruns multilaterais do mundo, a CONAQ fortalece a incidência política internacional em defesa de políticas públicas que enfrentem as desigualdades estruturais e promovam acesso equitativo à água, ao saneamento básico e aos demais direitos fundamentais.

A participação da organização no HLPF integra uma estratégia de articulação para que as experiências, os conhecimentos e as demandas das comunidades quilombolas contribuam para a construção de soluções sustentáveis e inclusivas em âmbito global.

Clique aqui para baixar a Nota Técnica “Acesso à Água em Comunidades Quilombolas no Brasil”, elaborada pela CONAQ em parceria Inesc e apoio do Climate Land Use Alliance e conheça os principais desafios, dados e recomendações para garantir esse direito fundamental às comunidades quilombolas.