7 de abril de 2026
CONAQ/AP e SEED dão encaminhamento ao plano que leva formação superior aos territórios quilombolas
Iniciativa é voltada para concluintes do ensino médio e professores da rede pública que vivem em quilombos.
A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ-AP), também à frente do planejamento do Plano de Interiorização Quilombola (PIQ), apresentou proposta de aditivo ao Termo de Cooperação Técnica para a segunda edição da formação superior em Territórios Quilombolas. A minuta foi entregue pela coordenadora da CONAQ/AP, Núbia Souza, à secretária-adjunta da Secretaria de Educação do Amapá (Seed), Sandra Casimiro, e ao coordenador do Núcleo de Educação Escolar Quilombola e das Relações Étnico-Raciais (NEER/Seed), Arimilton Silva.
Aditivo
O aditivo apresentado sugere responsabilidades compartilhadas entre a UNIFAP e a Seed/AP, e refere-se à estrutura para a aplicação das licenciaturas em Pedagogia, Ciências Biológicas e Letras, que serão ofertadas nas comunidades quilombolas de Lontra da Pedreira, Ariri e São Pedro dos Bois. A CONAQ/AP sugere que sejam levadas em consideração as especificidades da Educação Escolar Quilombola, com ênfase na biodiversidade regional; que considere também cronograma e duração dos cursos; e que sejam confeccionadas a identificação visual e sinalização, a fim de dar visibilidade e organizar os espaços pedagógicos, nos seis polos já existentes, e nos três novos.
Plano de Interiorização Quilombola – PIQ
O PIQ tem o objetivo de levar o ensino superior para concluintes do ensino médio e professores da rede pública que vivem em territórios quilombolas. A implantação do PIQ no estado é resultado de demanda levada pela CONAQ/AP à Universidade Federal do Amapá (Unifap), para levar o ensino superior para áreas com dificuldades geográficas, obstáculo que interferem na continuidade do estudo, em razão das longas distâncias até as universidades.
Após diálogos e entendimentos, em 2022 aconteceu o primeiro processo seletivo do PIQ/Unifap, que ofereceu 300 vagas os cursos de Pedagogia, Letras e Ciências Biológicas. As vagas foram distribuídas em polos instalados nas comunidades do Torrão do Matapi, Carmo do Maruanum, Igarapé do Lago, Curiaú, Mazagão Velho, Abacate da Pedreira, e áreas adjacentes.
Em janeiro deste ano a CONAQ/AP e Unifap iniciaram o planejamento para o PIQ 2, com a proposta de manter os polos já implantados, e abrir a oferta de vagas no Ariri, São Pedro dos Bois e Lontra da Pedreira, e no prédio do Centro de Cultura Negra do Amapá (CCNA), no bairro Laguinho, em Macapá.
A coordenadora Núbia Souza, a assessora jurídica Josiane Ferreira e articuladora política da CONAQ/AP, Patrícia Costa, reforçaram a importância de assegurar o uso contínuo da infraestrutura escolar e o apoio logístico para o alojamento e alimentação dos docentes durante os módulos intensivos. “A validação deste documento é fundamental para garantir que o calendário acadêmico da graduação esteja em plena harmonia com a realidade das escolas quilombolas atendidas, fortalecendo a permanência dos estudantes em seus territórios de origem”, disse Núbia.
Texto por Marileia Maciel / Assessoria de Comunicação CONAQ/AP, publicado às 11:06:51
Categoria: Lutas Quilombolas