18 maio

COVID-19: Região Norte concentra 16 dos 26 óbitos entre quilombolas

Desde o primeiro óbito em 11 de abril, o coronavírus já ceifou 26 vidas quilombolas.
Os Estados do Amapá e Pará têm 08 (óbitos) cada, Pernambuco tem 04. Já o número de pessoas infectadas chega 150.

ALERTA PÚBLICO: QUILOMBOLAS PEDEM SOCORRO EM RISCO IMINENTE DE TRAGÉDIA

Sem ações do poder público os estados do Amapá e Pará, lideram mortes por COVID entre quilombolas, governo federal continua omisso diante das mortes.

Os dados de alastramento da Covid-19 no Brasil já chamam atenção, são cerca de 16.118 mortes e mais de 240 mil infectados já registradas. A invisibilidade do alastramento da doença em territórios quilombolas revela uma situação potencialmente drástica, que não tem recebido a atenção devida das autoridades públicas e dos meios de comunicação dominantes. Dados da transmissão da doença em territórios quilombolas são sub-notificados, pois muitas secretarias municipais deixam de informar quando a transmissão da doença e morte ocorre entre pessoas quilombolas.
De acordo com monitoramento autônomo desenvolvido pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) junto aos territórios, há mais de 35 dias ininterruptos, foram diagnosticados nos estados que a CONAQ atua: 150 (cento e cinquenta) casos confirmados, 36 (trinta e seis) casos monitorados, 26 (vinte e seis) óbitos e 02 (dois) óbitos sem confirmação de diagnóstico (Bahia e Minas Gerais). A situação se agravou e os números são:

1. Amapá – 08
2. Pará – 08
3. Pernambuco – 04
4. Goiás – 02
5. Bahia – 01
6. Ceará – 01
7. Maranhão -01
8. Rio de Janeiro – 01

Os dados revelam uma alta taxa de letalidade da COVID-19 entre os quilombolas e uma grande subnotificação de casos. Situações de dificuldades no acesso a exames e denegação de exames a pessoas com sintomas têm sido relatadas pelas pessoas dos quilombos.

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