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16 de abril de 2026

Givânia Silva acompanha criação de Fórum dos Conselhos de Educação e participa de comissão que vai orientar escolas no combate à violência contra meninas e mulheres

Co-fundadora da CONAQ e conselheira do CNE destacou a importância de pessoas quilombolas e indígenas participarem do FCE

Nesta quinta-feira (16), Givânia Maria da Silva, conselheira quilombola do Conselho Nacional de Educação (CNE), cofundadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e coordenadora do Coletivo Nacional de Educação da CONAQ, acompanhou a assinatura de medidas importantes para a educação no país. Entre elas, a portaria que institui o Fórum dos Conselhos de Educação (FCE) e a formação de uma comissão responsável por elaborar diretrizes para a educação das relações de gênero nas escolas com foco no enfrentamento e na prevenção da violência contra meninas e mulheres. Os documentos foram assinados pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O Fórum dos Conselhos de Educação foi pensado na necessidade de estabelecer a articulação entre os conselhos estaduais e o CNE. O objetivo é fortalecer a participação e a construção conjunta de políticas educacionais em todo o Brasil.

 Durante a sessão, Givânia Silva que é uma das principais vozes do Brasil na luta pela Educação Escolar Quilombola, destacou que é preciso haver representatividade também nos estados.

“Para além de criar o Fórum dos Conselhos, é necessário garantir vagas para  pessoas quilombolas e indígenas. Nós precisamos estar onde as decisões são tomadas e contribuir com a realidade que nós conhecemos. Lutamos para participar ativamente da construção das políticas públicas de ensino nos nossos estados e para que o direito à educação respeite as especificidades territoriais”, disse Givânia.

Na oportunidade, o ministro Leonardo Barchini também anunciou a criação de uma comissão, em conjunto com o Ministério das Mulheres, para elaborar diretrizes voltadas à educação das relações de gênero e ao enfrentamento da violência contra meninas e mulheres. O grupo, que contará com a participação de Givânia Silva, terá a missão de orientar como as escolas devem abordar esses temas de forma estruturada e contínua no ambiente escolar, promovendo o respeito, a igualdade e a prevenção de violências desde a formação básica.

“Essa medida é necessária e importante. As escolas precisam trabalhar, de forma obrigatória, conteúdos que levem o respeito às mulheres. O respeito às mulheres precisa começar ainda na infância dos meninos e para isso, deve estar nos currículos da educação básica e superior para que haja prevenção de todas as formas de violência. Essa também é uma luta nossa e vamos nos dedicar a esse assunto nos próximos dias”, afirmou Givânia.  

A meta é que as questões de gênero em sala de aula deixem de ser um tema opcional e passem a ser uma diretriz consolidada, visando transformar a cultura escolar através do convívio respeitoso e da proteção dos direitos das mulheres.