5 de agosto de 2026
CONAQ cobra Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola durante reunião com ministro Alexandre Padilha
Durante reunião do Grupo da Terra, em Brasília, o coordenador nacional da CONAQ Marinho da Estiva entregou documentos ao ministro Alexandre Padilha e pediu atenção para a saúde dos povos quilombolas
A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), por meio do seu Coletivo de Saúde, participou nesta terça-feira (4), em Brasília (DF), da 8ª Reunião do Grupo da Terra – Fortalecimento da Governança da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas, promovida pelo Ministério da Saúde.
Durante a agenda, que contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, representantes da CONAQ entregaram documentos que reforçam a necessidade de avançar na construção e implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ/SUS).
Durante o evento, o coordenador nacional da CONAQ, Marinho da Estiva, solicitou que o ministro receba o movimento quilombola para discutir a política e garantir as condições necessárias para sua implementação. Ao entregar o documento, Marinho também reforçou a importância do compromisso do Ministério da Saúde com a efetivação da PNASQ.
“A gente está entregando agora um ofício para o senhor receber o movimento quilombola, a CONAQ. Pedimos que o senhor assuma o compromisso de colocar essa política em prática”, disse Marinho na mesa.
A liderança quilombola entregou o ofício que pede uma audiência para tratar da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola e demais pautas da saúde quilombola. O documento solicita a execução de ações específicas para garantir esse direito à saúde das comunidades quilombolas e propõe como prioridades a publicação da PNASQ no Sistema Único de Saúde (SUS), o início das atividades do Grupo de Trabalho de Saúde Quilombola – Graça Epifânio, instituído pela Portaria GM/MS nº 5.794/2024, e a realização do 2º Seminário Nacional de Saúde Quilombola, previsto para o ano de 2027.

Também foram entregues ao ministro a minuta da portaria que institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS e a Carta de Alcântara em Defesa da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola. A proposta tem como objetivo garantir o acesso integral à saúde da população quilombola, considerando suas especificidades étnicas, culturais, territoriais e ancestrais, além de enfrentar as desigualdades raciais e o racismo nos serviços de saúde.
Após receber os documentos, o ministro Alexandre Padilha assumiu o compromisso de agendar, com urgência, uma reunião com a CONAQ para tratar das demandas da saúde quilombola.
Para a CONAQ, a consolidação da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola representa um passo fundamental para enfrentar as desigualdades históricas no acesso à saúde e garantir que as especificidades dos territórios quilombolas sejam reconhecidas pelo SUS. O movimento espera ações concretas, com a publicação da política, a destinação de recursos e o fortalecimento de iniciativas que assegurem o direito à saúde da população quilombola em todo o Brasil.



Texto por Letícia Queiroz, publicado às 12:26:36
Categoria: Saúde Quilombola