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26 de junho de 2026

Coletivo LGBTQIAPN+ da CONAQ realiza semana de incidência política em Brasília no mês do orgulho

Agenda pautou fortalecimento Institucional, parcerias ministeriais, proteção e cuidado da população dentro dos territórios.

Entre os dias 22 e 26 de junho de 2026, o Coletivo LGBTQIAPN+  da CONAQ, esteve em Brasília DF, realizando uma série de incidências políticas, com foco em firmar parcerias ministeriais e institucionais, visando o fortalecimento e a visibilidade de pautas prioritárias dessa população dentro dos territórios. 

Os diálogos se iniciaram com o coletivo de comunicação da CONAQ, na sede da instituição,  e  contou com a participação de Nathalia Purificação, coordenadora de comunicação, bem como dos demais integrantes da equipe. Um momento de construção conjunta e formulação de ideias, reafirmando o compromisso de comunicar com verdade e sensibilidade, dando protagonismo às vozes que são, por muitas vezes, silenciadas.

Foto: Pedro Garcês/CONAQ

Parceria e fortalecimento institucional

Na quarta-feira (24), se reuniram com o Ministério da Igualdade Racial, onde foram recebidos por Eliane Dias, chefe de gabinete do MIR, e Fran Pereira, chefe de gabinete da SQPT, representando o secretário da pasta Ronaldo dos Santos. Na ocasião foram apresentadas demandas prioritárias da população LGBTQIAPN+ Quilombola, entre elas, o mapeamento dessas pessoas dentro dos territórios: Quem são e onde estão; para a partir disso, construir estratégias de implementação de  políticas públicas de forma direta e efetiva. 

 

“Sabemos que somos muitos, então com esse levantamento e mapeamento através de pesquisas de dados, não vai ser só uma pesquisa lúdica de pegar os dados e fazer um gráfico, vamos ter a perspectiva também da vulnerabilidade social e também os desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIAPN+ dentro dos territórios. Sabemos que pra nós, tudo é mais difícil, o acesso à espaços de construção por exemplo, criou-se um mecanismo onde nós temos função decorativa: nos querem nas festas de igreja, nas quadrilhas e nos eventos culturais, mas quando se trata de espaços de protagonismo, os nossos corpos são invisibilizados. Não quero dizer que temos conflitos dentro dos quilombos, mas não podemos negar que existe uma divisão, e por isso buscamos por ações de fortalecimento”, ressaltou Adda Victoria Caetano, coordenadora do Coletivo. 

Foto: Regimara Santos/CONAQ

Proteção e cuidado 

 

Dando continuidade  aos diálogos, foram recebidos no Ministério dos Direitos Humanos, por Igo Martini, coordenador-geral do PPDDH, a pauta principal esteve em torno da proteção dos corpos LGBTQIA PN+, os quilombolas apresentaram a proposta de projeto com o tema: “Quem cuida de nós”? Não se sabe por exemplo, se existem e quantas são as pessoas quilombolas da comunidade LGBT’s que são assistidas pelo programa de proteção por estarem em situação de risco, entendendo que ser negro e  quilombola, por si só, já é um recorte de fator de risco, sendo parte dessa comunidade, esse fator se intensifica ainda mais. O coletivo enfatizou a dificuldade de acesso à informação, bem como o preconceito em dialogar sobre temas voltados à orientação sexual dentro dos territórios, deixando em evidência a maior problemática enfrentada pelos quilombos no Brasil: o racismo estrutural.

Foto: Regimara Santos/CONAQ

Firmando compromissos

 

Finalizando a semana de incidência política, o coletivo esteve em reunião com o Secretário do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Edmilton Cerqueira, na ocasião dialogaram sobre a organização do  III Encontro do Coletivo, previsto para maio de 2027, o secretário reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos da população LGBQIAPN+, se comprometendo também com apoio na realização do evento. 

 

Foto: Regimara Santos/CONAQ