9 de abril de 2026
Lideranças da CONAQ tem diálogo com Formiga para fortalecer a 2ª Copa Nacional Quilombola de Futebol
Encontro no Ministério do Esporte projeta novas estratégias, amplia horizontes da iniciativa e reforça compromisso com mulheres, juventude e valorização dos territórios
Na tarde desta quinta-feira (9), representantes quilombolas participaram de uma reunião potente e cheia de significado com Formiga, ex-jogadora com passagens por grandes clubes e pela Seleção Brasileira, que atualmente atua como Diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte.
O diálogo foi muito produtivo. Na ocasião, as coordenadoras executivas Laura Silva, Bel Cabral e Sandra Braga, juntamente com Selma Dealdina, articuladora política e coordenadora do Coletivo de Mulheres, destacaram a importância do movimento e explicaram como ele se estrutura em secretarias e coletivos. Também foi enfatizado o aniversário de 30 anos da CONAQ, que será celebrado no próximo mês de maio, uma data mais do que especial.

Foto: Pedro Garcês/CONAQ
1ª edição da Copa Nacional
Durante a troca de saberes e experiências foi mostrado uma apresentação da primeira edição da competição realizada no RJ. Naquela ocasião, o torneio realizado em dezembro de 2024 nos dias 12 e 15 de dezembro de 2024, no Rio de Janeiro, marcou um momento histórico para o esporte e para as comunidades quilombolas de todo o país. O torneio reuniu equipes femininas e masculinas de 17 estados brasileiros, consolidando-se como um espaço de celebração da cultura, da identidade e da resistência quilombola.
Organizada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) a CONAQ e outras instituições, a iniciativa teve como principal objetivo valorizar os territórios quilombolas, promover a igualdade racial e fortalecer os laços entre comunidades de diferentes regiões do Brasil.
Mais do que uma competição esportiva, a Copa se destacou como um grande encontro de saberes e vivências. Participaram atletas de estados como Goiás, Amazonas, Pará, Rondônia, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará e Paraíba. Cada equipe levou para o campo não apenas o espírito competitivo, mas também suas histórias, tradições e identidades, transformando o evento em um espaço de intercâmbio cultural.
O formato da competição contou com etapas regionais nos territórios quilombolas e uma fase nacional no Rio de Janeiro, com jogos realizados no Centro de Treinamento do Tigres e a grande final nas Laranjeiras. A estrutura garantiu visibilidade, organização e integração entre as equipes participantes.

Foto: Pedro Garcês/CONAQ
Repercussão
Entre os principais impactos da primeira edição estão o fortalecimento comunitário, a ampliação da visibilidade política e social das comunidades quilombolas e o incentivo à participação da juventude no esporte. A competição também evidenciou o protagonismo das mulheres, com forte presença feminina nas equipes e na conquista de títulos.
Na disputa feminina, o Quilombo São Pedro, do Amazonas, conquistou o título ao vencer o Quilombo Serra Feia, da Paraíba, por 2 a 1. Já no masculino, o Quilombo Kalunga, de Goiás, sagrou-se campeão ao derrotar o Quilombo Graúnas, do Espírito Santo, também por 2 a 1. As finais aconteceram no dia 15 de dezembro, no tradicional estádio das Laranjeiras.
Foi reforçado a ex-jogadora que o torneio proporcionou experiências marcantes para muitos atletas. Para vários participantes, foi a primeira viagem de avião, o primeiro contato com o mar e uma oportunidade inédita de conhecer outras realidades, ampliando horizontes e reforçando o papel transformador do esporte.

Foto: Pedro Garcês/CONAQ
Próximo campeonato
Um dos pontos debatidos na reunião pelas lideranças do movimento com a diretora foi sobre a 2ª edição da Copa Nacional Quilombola de Futebol 2026 e os caminhos para ampliar essa iniciativa que valoriza talentos, territórios e identidades. Por fim, houve avanço em importantes encaminhamentos que vão fazer toda diferença na competição, reafirmando a atenção à população quilombola, que também respira futebol e alia o esporte à ferramenta de luta, cultura e futuro.
Texto por Thaís Rodrigues/CONAQ , publicado às 20:46:59
Categoria: Esporte