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4 de julho de 2025

RN sedia a 8ª Mesa de Diálogos Quilombolas com foco em regularização fundiária e direito à terra

Encontro promovido pela COEQ e INCRA reúne comunidades quilombolas do Rio Grande do Norte para avançar na titulação de territórios e fortalecer a luta histórica por justiça e reconhecimento

Nesta sexta-feira, 4 de julho, teve início no Rio Grande do Norte a 8ª Mesa de Diálogos Quilombolas, uma iniciativa conjunta da Coordenação Estadual dos Quilombos (COEQ/RN) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). O evento acontece ao longo de todo o dia, das 8h às 17h, reunindo lideranças quilombolas, técnicos, movimentos sociais e representantes do poder público.

A mesa de diálogo se consolida como um espaço estratégico de escuta, construção coletiva e reivindicação de políticas públicas que garantam o direito fundamental à terra para as comunidades quilombolas. Em pauta, estão temas centrais como titulação de territórios, morosidade dos processos fundiários, regularização ambiental e instrumentos de proteção territorial frente às ameaças de grilagem e racismo ambiental.

Foto: Acervo Pessoal

O encontro representa mais um passo firme na luta quilombola no estado e reforça a importância do diálogo institucional com órgãos como o INCRA, cuja atuação é fundamental para o reconhecimento legal dos territórios tradicionais. A COEQ tem desempenhado um papel essencial na mobilização das comunidades e no monitoramento das ações de regularização, garantindo que as vozes quilombolas sejam ouvidas e respeitadas.

Foto: Acervo Pessoal

A 8ª edição desse espaço de articulação reafirma o compromisso coletivo com a justiça territorial, a resistência histórica e a valorização dos modos de vida quilombolas. Além disso, teve um momento muito importante: a entrega da titulação parcial da comunidade quilombola de Acauã. 

A programação segue com debates, apresentações de demandas locais e construção de encaminhamentos que serão levados aos órgãos competentes. Com firmeza e unidade, as comunidades do RN seguem dizendo em alto e bom som: sem regularização fundiária, não há justiça para os quilombos.