19 de novembro de 2025
CONAQ fortalece presença nos espaços de decisão da COP30 e evidencia soluções lideradas pela juventude
Participação em painel internacional e mais um episódio de podcast fortalecem a incidência na agenda climática global
Nesta quarta (19), a o movimento quilombola marcou presença no painel “Ação Climática Liderada por Comunidades e Povos Indígenas: Novas Medidas do Sul Global”, realizado na Zona Azul, reafirmando o papel central dos territórios tradicionais na construção de respostas reais à crise climática.
Representando a CONAQ, o quilombola Ailton Borges, do território de Itacoã (PA) e integrante do projeto Jovens Pelo Clima, iniciativa do IPAM e da Cultural Survival, levou ao debate as perspectivas da juventude quilombola da Amazônia Legal. Ele destacou a força dos 18 jovens envolvidos no projeto, que desenvolvem ações de mitigação e cuidado territorial a partir de saberes locais e práticas ancestrais.
O comunicador reforçou que os projetos comunitários, construídos e liderados pelos próprios territórios, já oferecem soluções concretas para a crise climática, mas seguem enfrentando barreiras estruturais. “É urgente apoiar de forma direta projetos que nascem das comunidades. Para fortalecer estratégias de adaptação diante de impactos provocados por empreendimentos predatórios, a juventude precisa estar no centro das decisões”, afirmou. Ele também destacou que o acesso direto a recursos de financiamento é condição essencial para ampliar o impacto das ações já em curso.
Ao concluir sua participação, deixou um recado contundente: “Os 18 jovens espalhados pela Amazônia Legal não são apenas o futuro, são o presente. Seus projetos precisam ser visibilizados, e não há como falar de justiça climática sem que eles estejam no centro do debate.”
Além da intervenção no painel, a CONAQ lançou mais um episódio do podcast “CONAQ na COP30: Não há Justiça Climática sem Quilombo Titulado”, trazendo reflexões sobre os espaços da conferência, os desafios da participação quilombola e o lugar dos quilombos brasileiros na agenda climática global. O conteúdo reforça a historicidade das comunidades na proteção de seus territórios, na conservação da biodiversidade e na sustentação de modos de vida que equilibram o clima.
Texto por Thaís Rodrigues CONAQ/Uma Gota no Oceano, publicado às 20:44:28
Categoria: COP30