12 de março de 2026
CONAQ cobra órgãos após suspensão de curso de Medicina para quilombolas e assentados em Pernambuco
Movimento denuncia retrocesso no acesso ao ensino superior e exige esclarecimentos de autoridades federais e da universidade responsável
A decisão judicial que determinou a suspensão da turma especial de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Caruaru, destinada a estudantes quilombolas e beneficiários da reforma agrária, provocou forte reação de organizações sociais e movimentos do campo.
A iniciativa foi criada no âmbito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), política pública voltada à ampliação do acesso à educação superior para trabalhadores e trabalhadoras do campo e de comunidades tradicionais. O curso tinha como objetivo formar profissionais de saúde comprometidos com as realidades de territórios rurais, assentamentos e comunidades quilombolas.
Diante da suspensão, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) divulgou uma nota pública cobrando explicações do Ministério da Educação (MEC), da própria Universidade Federal de Pernambuco e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão responsável pela execução do programa.
Para a organização, a decisão levanta preocupações sobre o futuro dos estudantes já matriculados e representa um possível retrocesso nas políticas de inclusão educacional voltadas a populações historicamente excluídas do ensino superior.
A CONAQ também ressalta que a presença de estudantes quilombolas e do campo em cursos altamente concorridos, como Medicina, é resultado de anos de mobilização social e de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades no acesso à universidade.
Acesse a nota na íntegra aqui.
Texto por Comunicação CONAQ, publicado às 18:55:37
Categoria: Educação Quilombola