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25 de julho de 2025

25 de Julho: Vozes negras que transformam resistência em potência

No Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebramos a força coletiva de quem enfrenta o racismo e o machismo todos os dias e segue abrindo caminhos para futuras gerações.

Ser mulher negra, no Brasil, na América Latina ou no Caribe, é carregar nas costas séculos de resistência, ancestralidade e luta contra um sistema que insiste em apagar existências, calar vozes e controlar corpos. Este dia, 25 de Julho, não é apenas uma data no calendário. É um grito coletivo das mulheres negras que, mesmo diante das violências cotidianas racismo, machismo, sexismo e desigualdades históricas seguem firmes, de cabeça erguida, abrindo caminhos para as que vêm depois.

Celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é reconhecer o valor de cada mulher que enfrenta, diariamente, as portas fechadas, o silenciamento, a hipersexualização, e ainda assim transforma dor em força, invisibilidade em protagonismo e opressão em luta coletiva. É reafirmar que enquanto houver uma mulher negra de pé, a luta pela liberdade, pela dignidade e pela vida continuará viva.

O poema a seguir é um retrato fiel dessa realidade. Ele é um abraço forte, um lembrete de que nenhuma de nós está só. Seguimos umas pelas outras, porque juntas somos inquebráveis!

 

“Ser Mulher Negra, no Brasil ou em qualquer outro lugar, é entender que tu não podes baixar

a guarda, infelizmente não existe tempo pra descansar…

É ser resistência e resistir, andar de cabeça erguida no meio do caos sem deixar de sorrir

Quem dera a beleza fosse vista além da aparência física, é assediada o tempo todo, e tem

que agradecer porque “te acham bonita”.

Sexualizam nossos corpos, fazendo deles moeda de troca, e como se isso não bastasse,

ainda dizem que a culpa é nossa.

Na luta incansável pelo direito que não se equipara, a gente bate na porta todo dia, e todo

dia leva porta na cara.

E quando finalmente, depois de tanto esforço, ela consegue se destacar, ainda aparece uma

babaca pra dizer : “ponha-se no seu lugar”.

Ser Mulher negra, é acordar sempre preparada pra lutar, é entender que todo dia você vai passar por muitas coisas, estranho

seria não passar…

Mas seguimos resistindo, e nada vai nos parar, enquanto a luta for coletiva, nossa voz vai ecoar.

Dia da Mulher negra, latino americana e caribenha, eu te abraço com toda minha força e

assim seguimos, umas pelas outras!”

Regimara Santos, quilombola Kalunga!