Jovens são formados como agentes ambientais em comunidade quilombola de Oriximiná

Ao todo, 13 jovens participaram da segunda oficina de formação, que ocorreram de 22 a 24 de setembro. Comunidade Ariramba tem pouco mais de 40 famílias e vive da agricultura familiar.

Ao todo, 13 jovens participaram das oficinas (Foto: Ascom Territórios Sustentáveis/Divulgação)

reservar o meio ambiente e conscientizar as pessoas quanto ações sustentáveis não são tarefas fáceis. Para aumentar a abrangência desses trabalhos, 13 jovens da comunidade quilombola Ariramba, na região ribeirinha de Oriximiná, no oeste do Pará, receberam oficinas para atuarem como agentes ambientais. Esta é a segunda fase da formação dos comunitários.

Formados, os jovens deve atuar diretamente na coleta dos diagnósticos e em demandas da comunidade. As oficinas ocorreram de 22 a 24 de setembro, mas os novos agentes recebem acompanhamento desde o mês de julho.

“Essa é uma das formas da gente saber cuidar do meio ambiente, que em alguns tempos a gente não tinha e isso aqui é muito importante e a gente já aguardava a vinda desse curso há tempos”, disse Gervásio dos Santos Oliveira, coordenador da Associação da Comunidade de Remanescentes de Quilombos do Ariramba (Acorqa).

Esta é a segunda fase de oficinas realizadas na comunidade (Foto: Ascom Territórios Sustentáveis/Divulgação)Esta é a segunda fase de oficinas realizadas na comunidade (Foto: Ascom Territórios Sustentáveis/Divulgação)

Esta é a segunda fase de oficinas realizadas na comunidade (Foto: Ascom Territórios Sustentáveis/Divulgação)

 

Para o comunitário de 24 anos, Natanael Oliveira, a formação era um antigo sonho que está se realizando aos poucos. “Era um sonho participar de algo que pudesse proteger o meio ambiente, ainda mais pra mim que nasci e me criei aqui. Eu vi a mudança causada por conta da caça e também da pesca, e é uma grande tristeza dentro da comunidade”, disse. O curso tem dois módulos, sendo o básico com noções de legislação ambiental, ecologia, uso de tecnologias e áreas protegidas, e o específico, com as demandas de educação ambiental, monitoramento e produção sustentável.

A comunidade

Com pouco mais de 40 famílias, a comunidade Ariramba tem quase quatro décadas de histórias. A economia gira em torno da agricultura familiar, com o cultivo da mandioca, abacaxi, milho, arroz, macaxeira, banana e batata, do extrativismo com a coleta da castanha, açaí, cumaru e andiroba. As culturas passam de pai para filho e garantem o sustento da comunidade que também começa a trabalhar o artesanato sustentável.

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